Tema interessante, traço bonito...
E uma narrativa maçante.
"lucas"
Editor
Em tempos onde há tanta discussão sobre sexualidade, sempre aparece
essa questão em algum meio de comunicação e, obviamente, aparecem em
animes ou filmes. É bem o caso de
Hourou Musuko (放浪息,
Filho Errante), que faz uma pergunta logo no começo para o
telespectador: “Do que são feitas as meninas?”
Shuichi Nitori e
Yoshino
Takatsuki foram grandes amigos que tinham algo em comum: sua
vontade de ser do sexo oposto ao que nasceram. Essa vontade peculiar dos
dois faz com que eles se tornem grandes amigos e confidentes. Nisso,
entra na história
Saori Chiba que além de saber sobre a
vontade de
Nitori de ser garota, o incentiva a se
vestir de garota.
O mangá começou a ser lançado em dezembro de 2002 e conta atualmente
com 11 volumes, ainda em andamento. Escrito por
Takako Shimura,
a mesma autora de
Aoi Hana. O mangá ganhou uma versão
animada que foi ao ar no dia 14 de janeiro do ano passado e contou com
12 episódios, pela divisão
Classic do estúdio
AIC
(
Ore no Imōto ga Konna ni Kawaii Wake ga Nai,
Persona
4: the Animation).
Personagens Principais
Shuichi Nitori: o protagonista
masculino da série, que tem feições bem afeminadas e para a maioria das
mulheres da série ele é muito bonito, mas não de uma maneira máscula.
Ele é bem jovem, então possui esse lado que quer se vestir como uma
garota, além de gostar de atividades mais caseiras, evitando atividades
de garotos como futebol, por exemplo.
Yoshino Takatsuki: segunda
protagonista do anime, ela é alta para sua idade e todos os seus gostos
são parecidos com o de um garoto da mesma idade. Tem preferência por
roupas masculinas, como calças, evitando assim ao máximo que pode usar
saias ou vestidos.
Saori Chiba: também conhecida como
Saorin,
ela que compra o primeiro vestido para
Shuichi. Ela é
bem isolada e não gosta muito de conversar com a maioria dos outros
colegas de classe, mas ela fica bem próxima de
Shuichi.
Sua personalidade é egocêntrica, mas ela tende a defender
Shuichi,
por possuir uma paixão platônica pelo garoto.
Makoto Ariga: ele é o único amigo do
sexo masculino de
Shuichi.
Makoto
compartilha do mesmo interesse que
Nitori, de se tornar
uma garota, e os dois acabam por criar um forte laço de amizade.
Makoto
tem um verdadeiro interesse pelo sexo masculino e seu grande sonho
acaba por ser o de ter um relacionamento com um homem adulto. Por ser
mais calmo e objetivo que
Shuichi,
Makoto
se torna um bom conselheiro do protagonista.
Crítica
Quando peguei a primeira vez, o interesse foi ver como se trataria
essa questão. É meio complicado, em qualquer mídia, comentar sobre
homossexualismo ou apenas o
crossdressing em qualquer idade,
mas nesse caso na infância/adolescência. Vale lembrar aqui que não sou
especialista em nada, então não me julguem, se estiver falando besteira.

Acredito que uma das coisas
que a autora prezou mais nessa animação foi diferenciar o
homossexualismo da diferenciação da vestimenta. No caso da personagem
feminina, ela não gosta de usar saias, mas isso não quer dizer que ela
gosta de mulheres e nem que iria correr atrás delas, como fica quase
evidente. Isso não quer dizer que ela é homossexual, apenas tem
preferência de vestimenta e gostos. Esse fato fica bem claro, mas a
falha da narrativa está em não deixar isso explícito e nem tentar
deixar. “Você que tente entender”, é o que pareceu à mim.
A narrativa é muitas vezes cortada e silenciosa, ou seja, sem
narrações ou áudios, apenas imagens. Isso torna o assistir um pouco mais
penoso e difícil, bem como o entendimento que fica vago à especulações.
Os traços são uma coisa a parte, já que são feitos de uma maneira quase
como se fossem pinturas fracas e desfocadas, no fundo e nos
personagens, dando uma ideia até como se tudo que aparece fosse meio que
um sonho.
Conclusão
Pra assistir, você tem de estar bem livre de qualquer preconceito e
de mente bem aberta para receber toda aquela informação. Os traços são o
grande atrativo da animação pra mim, mas poderia ter sido feito com um
clima menos triste. As vezes, parece uma narrativa quase documental